Alignigung Nº2
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©William Forsythe (cortesia Studio William Forsythe)

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Instalação | TURNÊ | 2019

WILLIAM FORSYTHE


Alignigung Nº2
Debut, São Paulo 

Reconhecido mundialmente como um dos mais inventivos coreógrafos dos nossos tempos, William Forsythe, nascido em 1949, trabalhou em diversas companhias de dança antes de dirigir o Ballet Frankfurt (Alemanha), entre 1984 e 2004, e estabelecer uma nova companhia, The Forsythe Company, a qual dirigiu de 2005 a 2015. Desde o início dos anos 1990, Forsythe vem desenvolvendo uma série de trabalhos instalativos que extrapolam os palcos: os Objetos Coreográficos. Fundindo conceitos de coreografia e artes visuais, essas instalações propõem a colocação do corpo em movimento a partir de estímulos prévios. Após a exposição individual no Sesc Pompeia, William Forsythe: Objetos Coreográficos, apresentada entre 27 de março e 28 de julho de 2019, e composta por onze obras que ocuparam diferentes espaços da unidade, duas obras de William Forsythe desembarcaram em Campinas para a Bienal Sesc de Dança: a obra Debut, São Paulo, versão recriada para a exposição no Sesc Pompeia na forma de um tapete de entrada com uma instrução, e a vídeo instalação Alignigung Nº2, inédita no Brasil, apresentando uma coreografia em que os dançarinos Riley Watts e Rauf”RubberLegz”Yasit combinam seus corpos em uma constelação atada. Com este trabalho em vídeo é oferecido um evento que subtrai elementos comuns tipicamente associados à coreografia: o desenvolvimento estrutural do tempo e espaço e o isolamento visual das partes. Esse quebra-cabeça, físico e ótico, slow motion em tempo real, o qual Forsythe chama de “entrelaçamento” é um híbrido de coreografia, filme e escultura.

WILLIAM FORSYTHE
 

Criado em Nova York, e inicialmente treinado na Flórida com Nolan Dingman e Christa Long, Forsythe dançou com o Joffrey Ballet, e mais tarde com o Stuttgart Ballet, onde foi nomeado coreógrafo residente em 1976. Nos sete anos seguintes, criou novos trabalhos para o ensemble de Stuttgart e para companhias de balé de Munique, Haia, Londres, Basileia, Berlim, Frankfurt, Paris, Nova York e São Francisco. Em 1984, iniciou um mandato de vinte anos como diretor do Ballet Frankfurt, onde criou obras como Artifact (1984), Impressing the Czar (1988), Limb’s Theorem (1990), The Loss of Small Detail (1991), A L I E / N A(C)TION (1992), Eidos:Telos (1995), Endless House (1999), Kammer/Kammer (2000) e Decreation (2003). Após o término do Ballet Frankfurt em 2004, Forsythe formou um novo grupo, The Forsythe Company, que dirigiu de 2005 a 2015. Obras produzidas com esta companhia incluem Three Atmospheric Studies (2005), You Made Me a Monster (2005), Human Writes (2005), Heterotopia (2006), The Defenders (2007), Yes We Can’t (2008/2010), I Don’t Belive in Outer Space (2008), The Returns (2009) e Sider (2011). Os trabalhos mais recentes de Forsythe foram desenvolvidos e executados exclusivamente pela The Forsythe Company, enquanto suas peças anteriores continuam sendo destaque no repertório das principais companhias de balé do mundo, incluindo o Mariinsky Ballet, o New York City Ballet, o San Francisco Ballet, o National Ballet do Canadá, Semperoper Ballet Dresden, England’s Royal Ballet e Paris Opera Ballet. Os prêmios recebidos por Forsythe e seus grupos incluem o prêmio de dança e performance de Nova York, o Bessie (1988, 1998, 2004, 2007) e o Prêmio Laurence Olivier, de Londres (1992, 1999, 2009). Forsythe recebeu o título de Commandeur des Arts et Lettres (1999) pelo governo da França e recebeu o Prêmio Hessische Kulturpreis / Hessian Culture (1995), o German Distinguished Service Cross (1997), o Prêmio Wexner (2002), o Leão de Ouro da Bienal de Veneza (2010), Samuel H Scripps / Prêmio do Festival de Dança Americana pelo conjunto da obra (2012) e o Grand Prix de la SACD (2016). Forsythe foi convidado para produzir instalações arquitetônicas e performáticas pelo arquiteto e artista Daniel Libeskind (Groningen, 1989), ARTANGEL (Londres, 1997), Creative Time (Nova York, 2005) e SKD -Staatliche Kunstsammlungen Dresden (2013, 2014). Esses “Objetos Coreográficos”, modo como Forsythe chama suas instalações, incluem entre outros, White Bouncy Castle (1997), City of Abstracts (2000), The Fact of Matter (2009), Nowhere and Everywhere at the Same Time No. 2 (2013) e Black Flags (2014). Seus trabalhos com instalações e vídeos foram apresentados em inúmeros museus e exposições, incluindo a Whitney Biennial (Nova York, 1997), Festival d'Avignon (2005, 2011), Museu do Louvre (Paris, 2006), Pinakothek der Moderne (Munique, 2006), 21_21 Design Sight (Tóquio, 2007), Wexner Center for the Arts (Columbus, 2009), Tate Modern (Londres, 2009), Hayward Gallery (Londres, 2010), MoMA (Nova York, 2010), Bienal de Veneza (2005, 2009, 2012, 2014), MMK - Museu de Arte Moderna (Frankfurt, 2015), 20ª Bienal de Sydney (2016) e na ICA – Institute of Contemporary Art, Boston (2011, 2018). Em colaboração com especialistas em mídia e educadores, Forsythe desenvolveu novas abordagens para documentação, pesquisa e educação em dança. Seu aplicativo para computadores, de 1994, Improvisation Technologies: A Tool for the Analytical Dance Eye, desenvolvido em parceria com o ZKM / Zentrum für Kunst und Medientechnologie Karlsruhe, é usado como uma ferramenta de ensino por companhias profissionais, conservatórios de dança, universidades, programas de pós-graduação em arquitetura e escolas secundárias em todo o mundo. O ano de 2009 marcou o lançamento de Synchronous Objects for One Flat Thing, reproduced, uma partitura digital online desenvolvida juntamente com a The Ohio State University, que revela os princípios organizacionais da coreografia, além de demonstrar sua possível relação com outras disciplinas. Synchronous Objects foi o projeto piloto de Motion Bank, uma plataforma de pesquisa focada na criação e pesquisa de partituras digitais online em colaboração com coreógrafos convidados. Como educador, Forsythe é regularmente convidado para palestras e workshops em universidades e instituições culturais. Em 2002, Forsythe foi escolhido como um dos primeiros mentores em dança da The Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative. Forsythe é membro honorário do Laban Center for Movement and Dance, em Londres, e possui um doutorado honorário da The Juilliard School, em Nova York. Forsythe é atualmente Professor de Dança e Conselheiro Artístico do Instituto Coreográfico da University of Southern California Glorya Kaufman School of Dance.

ALIGNIGUNG No.2
William Forsythe
(2017)

 

Conceito coreográfico: William Forsythe, Rauf"Rubberlegz"Yasit | Realização coreográfica: Riley Watts, Rauf”RubberLegz”Yasit | Música: OP.1 (Para 9 Cordas), composta por Ryoji Ikeda© Ryoji Ikeda, Cortesia da Budde Music UK

Produtor do filme: Simon Wallon, Kiss & Kill | Direção de fotografia: Steeven Petitteville | Assistente de câmera: Melissa Sporn | Chefe de iluminação: David Gheghan | Assistente de iluminação: Damon Marcellino | Chefe maquinista: Michael Hernandez | Maquinista assistente: Justin Lesch | Assistente de produção: Ryan Conover | Pós-produção: Nightshift, Melanie Teixeira | Edição: Charlotte Audureau | Calibragem: Alice Syrakvash

©Copyright Opéra national de Paris (2016)
Dirigido por William Forsythe para Opéra national de Paris

WILLIAM FORSYTHE: OBJETOS COREOGRÁFICOS

 

Direção Estúdio William Forsythe: Julian Gabriel Richter | Direção geral Forsythe Produções: Alexandra Scott

 

Articulação internacional: Paula Macedo Weiss | Produção no Brasil: prod.art.br | Realização técnica: Julio Cesarini | Coordenação audiovisual: Rodrigo Gava | Direção de produção: Ricardo Muniz Fernandes, Ricardo Frayha

Realização: Sesc São Paulo, Estúdio William Forsythe

Bienal Sesc de Dança, Sesc Campinas

Campinas, SP, Brasil

12 a 22/09/2019