Orphée
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CCB ©Rita Carmo

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Ópera | CRIAÇÃO | 2022


FELIPE HIRSCH 
PHILIP GLASS


Orphée

Fascinado pelos filmes do francês Jean Cocteau, que viu na adolescência, ainda durante os anos 50 do século passado em Paris, é já como um dos compositores mais importantes da sua geração que o norte-americano Philip Glass decide fazer uma trilogia de adaptações a partir de Cocteau. A ópera Orphée (1993), baseada no filme de 1949 sobre o mito de Orfeu — poeta e músico que move os céus e a terra para trazer a sua amada Eurídice de volta do mundo dos mortos — foi a primeira. O encenador escolhido para encenar Orphée no Rio de Janeiro, o encenador e realizador carioca Felipe Hirsch, revela ter ficado muito sensibilizado pelo fato de durante a composição desta obra, Glass estar numa luta pessoal intensa para ajudar a sua mulher, a designer Candy Jernigan, a lutar contra um câncer. Segundo o encenador — «Philip Glass transformou a obra-prima de Jean Cocteau numa outra obra-prima. É algo incomum, mas ser incomum é uma característica de Glass. Daniela Thomas, colaboradora frequente de Felipe Hirsch conheceu e trabalhou com Philip Glass nos anos 1990 e ambos estudavam a hipótese de vir a colaborar juntos. Felipe Hirsch diz ter feito no Orphée um trabalho «muito centrado em Jean Cocteau», um artista múltiplo — poeta, romancista, dramaturgo, cineasta, ator, diretor de teatro e designer. Na adaptação, foram influenciados pelo trabalho de espelhos do cenógrafo checo Josef Svoboda, além dos espelhos do próprio Orphée de Cocteau. O espelho é outro personagem de Orphée e simboliza a relação com a morte e o envelhecimento. Segundo o encenador, uma profunda reflexão sobre qual o lugar da vida que cada um de nós ocupa no momento atual, nesta situação, neste contexto. É a reflexão de todos os artistas que chegam a uma certa idade, a um certo nível de reconhecimento, e que se reinventam por amor à arte.

FELIPE HIRSCH

 

É diretor de teatro e cinema, um dos fundadores da Sutil Companhia (1993-2012). Trabalhou com grandes atores Como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Paulo José, Renato Borghi, entre outros. Seu primeiro filme, Insolação, estreou no Festival de Veneza. Desde 2013, dirige o coletivo Ultralíricos, criado na Frankfurter Buchmesse com a tetralogia Puzzle, que foi seguida pelos trabalhos A Tragédia e Comédia Latino-Americana, Selvageria e FIM, apresentados no Brasil, Alemanha, Portugal e Chile. Em 2017, Severina, seu segundo longa-metragem, estreou no Festival de Locarno.


 

ORPHÉE

Uma ópera de câmara em dois atos
Baseada no filme de Jean Cocteau | Adaptação de Philip Glass | Edição de Robert Brustein © Dunvagen Music Publishers Inc. Used by Permission.

 

Direção: Felipe Hirsch | Maestro: Pedro Neves com a Orquestra Metropolitana de Lisboa | Direção de arte: Daniela Thomas e Felipe Tassara | Iluminação: Beto Bruel | Princesa:  Carla Caramujo | Eurídice: Susana Gaspar | Heurtebize: Luís Gomes | Cégeste: Marco Alves dos Santos | Orphée: André Baleiro | Juiz / Comissário: Nuno Dias | Poeta: Luís Rodrigues |  Aglaonice: Cátia Moreso | Repórter / Glazier: João Pedro Cabral | Figurino e visagismo: Nuno Esteves | Direção de movimento: Sofia Dias e Vitor Roriz | Design de vídeo: Henrique Martins | Assistência de direção: Crista Alfaiate | Produção: Ricardo Frayha

Uma co-produção Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Centro Cultural de Belém

CCB Centro Cultural de Belém
Lisboa, Portugal
27 e 29.01.2022