Paraíso sem Consolação
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©Ana Fuccia

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Dança | CRIAÇÃO | 2008

CONSTANZA MACRAS

 

Paraíso sem Consolação

Um varredor de São Paulo teria dito um dia que a Avenida Paulista o lembra de amor: começa no paraíso e termina na consolação. De fato, essa grande avenida na mega-metrópole brasileira, com seus bancos e empresas, se estende de um bairro a outro. Seus nomes são bastante ilustres: “Paraíso” e “Consolação”. Serviram de inspiração para Constanza Macras, coreógrafa argentina baseado em Berlim, para título de seu mais recente trabalho, elaborado em São Paulo com dançarinos e músicos brasileiros: Paraíso sem Consolação. Fragmentos de vida e sobrevivência em uma metrópole, bem como padrões de comportamento e movimento das massas famintas que engolem a individualidade - tudo isso contribui para um grande enigma. Produz a imagem de uma cidade diferente, sonhada e ainda real, um universo paralelo, onde os habitantes e suas faíscas de identidade, lembrança, fantasia e eventualidades frustram o estereótipo de Moloch e megalópole, finalmente dando-lhe uma nova forma. Juntamente com 12 bailarinos brasileiros e dois músicos, Constanza Macras desenvolveu e elaborou este projeto em São Paulo. O resultado reflete o processo de trabalho: a busca pelo que torna o indivíduo tão especial e a maneira como o indivíduo se posiciona contra o nivelamento da cidade.

CONSTANZA MACRAS

nasceu em Buenos Aires, Argentina, onde estudou dança e design de moda, na Universidade de Buenos Aires (UBA). Continuou seus estudos de dança em Amsterdã e Nova York (Merce Cunningham Studios). Em 1995, Macras mudou-se para Berlim e dançou para várias companhia. Em 1997, fundou sua primeira empresa, TAMAGOTCHI Y2K. Entre 1998 e 2000, a TAMAGOTCHI Y2K apresentou quatro peças: Wild Switzerland (1998), Face One (1999), In Between (2000) e Dolce Vita (2000), uma performance de música ao vivo site specific que combinou artistas de várias disciplinas. Foi criada como um evento único para cada local específico. De 2001 a 2002, Macras desenvolveu e apresentou a trilogia MIR: A Love Story. Em 2002, ela também curou o projeto PORNOsotros, onde se apresentou com Lisi Estaras (Ballets C. de la B.), sob a direção de diferentes diretores, em quatro peças curtas sobre o assunto da pornografia, no Schaubühne am Lehniner Platz, Berlim . Deu workshops e master classes no Japão, nos Estados Unidos (Walker Arts Center em Minneapolis, 'On the Boards' em Seattle, Índia (India Atakalari Dance Center), França, Itália (Universidade de Roma para Artes Cênicas), Bélgica (Universidade da Antuérpia), Holanda (Fundação Henny Jurriens), Suíça e Alemanha (Hochschule fuer Schauspielkunst 'Ernst Busch' e na University de Artes UdK, ambas em Berlim. Em 2008, Constanza Macras recebeu o Goethe-Institut Award por sua peça Hell on Earth. Macras foi convidada para o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts),  para a William L. Abramowitz Residency. Desde 1961, a série trouxe renomados artistas e escritores ao MIT para se apresentar, apresentar palestras públicas e colaborar com estudantes em programas gratuitos. No mesmo ano, Constanza Macras foi agraciada com o prêmio de teatro nacional alemão DER FAUST de melhor coreografia para a peça Megalopolis, e, ao lado das produções com sua companhia, Constanza Macras também criou Bosque de Espejos (2016) para a Companhia de Balé Permanente do Teatro Colón em Buenos Aires; Soft Cell (2015) encomendado pela Göteborg Opera Dance Company; Paraíso sem Consolação (2008), trabalho de comissão do Goethe Institut São Paulo com dançarinos da companhia e elenco brasileiro. Estreou em São Paulo; Ein Sommernachtsraum (2006), juntamente com Thomas Ostermeier, elenco do Schaubühne e dançarinos do DorkyPark, estreou no Festival Helênico; Pegarle à Bolsa (2004), uma comissão do Goethe-Institut Cordoba (Argentina) e Felicidade (2003) para o Ballet Saarländisches Staatstheater.

PARAÍSO SEM CONSOLAÇÃO

Direção e coreografia: Constanza Macras | 
Cenografia: Simone Mina e Vanessa Poitena | Figurino: Simone Mina e Carolina Bertier | Vídeo: Maria Onis | Luz: Paulo José Ribeiro (SESC São Paulo) | Som: Ricardo Ródio (SESC São Paulo)


com: Anderson Gouvêa, Andressa Corso, Clarice Lima, Estela Lapponi, Fernanda Farah, Guilherme Lobo, Isis Vergílio, Jorge Garcia, Mariana Camargo, Natasha Vergílio, Rodrigo Andreolli e Stela Guz | Músicos: James Müller e Mano Bap

Assistente de direção: Jana Burbach | Assistente de coreografia: Ronni Maciel e Adriana Almeida | Produção do figurino: Paula Prates | Assistente de vídeo: Evandro Almeida | Contra-regras: Wanderlei Wagner e Roberto Rodrigues da Silva | Camareira: Ana Maria de Almeida | Estagiária: Corinne Halter | Direção técnica: Julio Cesarini | Design Gráfico: Érico Peretta

Produção: prod.art.br |  Direção de produção: Matthias Pees e Ricardo Muniz Fernandes | Produção executiva: Ricardo Frayha | Assistência de Produção: Jussara Rahal e Ursula Reichenbach

 

Realização: Goethe-Institut São Paulo e Sesc São Paulo | Co-patrocínio: Fundação Federal de Cultura da Alemanha | Cooperação: teatro Hebbel am Ufer (HAU), Berlim
Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros
São Paulo, SP, Brasil
20 a 29/06/2008
Sesc Santos
Santos, SP, Brasil
02/06/2008
HAU 1 - Hebbel am Ufer
Berlim, Alemanha
13 a 15/09/2008