Debut, São Paulo (William Forsythe)
Debut, São Paulo (William Forsythe)

©Studio William Forsythe

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Debut, São Paulo (William Forsythe)
Debut, São Paulo (William Forsythe)

©Estúdio Claraboia

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Stellenstellen (William Forsythe)
Stellenstellen (William Forsythe)

©Ricardo Ferreira

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Bookmaking (William Forsythe)
Bookmaking (William Forsythe)

©Estúdio Claraboia

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Bookmaking (William Forsythe)
Bookmaking (William Forsythe)

©Studio William Forsythe

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Lectures from Improvisation Technologies (William Forsythe)
Lectures from Improvisation Technologies (William Forsythe)

video still ©William Forsythe (courtesy Studio William Forsythe)

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Solo (William Forsythe)
Solo (William Forsythe)

video still ©William Forsythe (courtesy Studio William Forsythe)

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William Forsythe - flyer.jpg

Exposição | CRIAÇÃO | 2019

 

WILLIAM FORSYTHE


William Forsythe: objetos coreográficos

O Sesc Pompeia apresentou de março a julho de 2019 “William Forsythe: Objetos coreográficos”, primeira exposição do coreógrafo e artista visual norte-americano no Brasil. Reconhecido mundialmente como um dos mais inventivos coreógrafos em atuação, William Forsythe, 69 anos, trabalhou em diversas companhias de dança antes de dirigir o Ballet Frankfurt (Alemanha), entre 1984 e 2004, e criar seu próprio grupo, o The Forsythe Company, em atividade de 2005 a 2015. Representado pela galeria Gagosian, ele vem desenvolvendo desde o início dos anos 1990 uma série de trabalhos que extrapolam os palcos: os objetos coreográficos. Fundindo conceitos das linguagens da dança e artes visuais, as obras propõem a colocação do corpo em movimento a partir de estímulos prévios. Com instruções escritas ou faladas, suas instalações e vídeos convocam os visitantes a se moverem, ativando a percepção do corpo não coreografado. Realizada pelo Sesc São Paulo, com curadoria da Forsythe Produções, em colaboração com Veronica Stigger, a mostra reuniu onze obras dentre trabalhos icônicos e inéditos, dialogando com a arquitetura do Sesc Pompeia (projetado por Lina Bo Bardi) e ocupando diferentes espaços da unidade. 

WILLIAM FORSYTHE

Criado em Nova York, e inicialmente treinado na Flórida com Nolan Dingman e Christa Long, Forsythe dançou com o Joffrey Ballet, e mais tarde com o Stuttgart Ballet, onde foi nomeado coreógrafo residente em 1976. Nos sete anos seguintes, criou novos trabalhos para o ensemble de Stuttgart e para companhias de balé de Munique, Haia, Londres, Basileia, Berlim, Frankfurt, Paris, Nova York e São Francisco. Em 1984, iniciou um mandato de vinte anos como diretor do Ballet Frankfurt, onde criou obras como Artifact (1984), Impressing the Czar (1988), Limb’s Theorem (1990), The Loss of Small Detail (1991), A L I E / N A(C)TION (1992), Eidos:Telos (1995), Endless House (1999), Kammer/Kammer (2000) e Decreation (2003). Após o término do Ballet Frankfurt em 2004, Forsythe formou um novo grupo, The Forsythe Company, que dirigiu de 2005 a 2015. Obras produzidas com esta companhia incluem Three Atmospheric Studies (2005), You Made Me a Monster (2005), Human Writes (2005), Heterotopia (2006), The Defenders (2007), Yes We Can’t (2008/2010), I Don’t Belive in Outer Space (2008), The Returns (2009) e Sider (2011). Os trabalhos mais recentes de Forsythe foram desenvolvidos e executados exclusivamente pela The Forsythe Company, enquanto suas peças anteriores continuam sendo destaque no repertório das principais companhias de balé do mundo, incluindo o Mariinsky Ballet, o New York City Ballet, o San Francisco Ballet, o National Ballet do Canadá, Semperoper Ballet Dresden, England’s Royal Ballet e Paris Opera Ballet. Os prêmios recebidos por Forsythe e seus grupos incluem o prêmio de dança e performance de Nova York, o Bessie (1988, 1998, 2004, 2007) e o Prêmio Laurence Olivier, de Londres (1992, 1999, 2009). Forsythe recebeu o título de Commandeur des Arts et Lettres (1999) pelo governo da França e recebeu o Prêmio Hessische Kulturpreis / Hessian Culture (1995), o German Distinguished Service Cross (1997), o Prêmio Wexner (2002), o Leão de Ouro da Bienal de Veneza (2010), Samuel H Scripps / Prêmio do Festival de Dança Americana pelo conjunto da obra (2012) e o Grand Prix de la SACD (2016). Forsythe foi convidado para produzir instalações arquitetônicas e performáticas pelo arquiteto e artista Daniel Libeskind (Groningen, 1989), ARTANGEL (Londres, 1997), Creative Time (Nova York, 2005) e SKD -Staatliche Kunstsammlungen Dresden (2013, 2014). Esses “Objetos Coreográficos”, modo como Forsythe chama suas instalações, incluem entre outros, White Bouncy Castle (1997), City of Abstracts (2000), The Fact of Matter (2009), Nowhere and Everywhere at the Same Time No. 2 (2013) e Black Flags (2014). Seus trabalhos com instalações e vídeos foram apresentados em inúmeros museus e exposições, incluindo a Whitney Biennial (Nova York, 1997), Festival d'Avignon (2005, 2011), Museu do Louvre (Paris, 2006), Pinakothek der Moderne (Munique, 2006), 21_21 Design Sight (Tóquio, 2007), Wexner Center for the Arts (Columbus, 2009), Tate Modern (Londres, 2009), Hayward Gallery (Londres, 2010), MoMA (Nova York, 2010), Bienal de Veneza (2005, 2009, 2012, 2014), MMK - Museu de Arte Moderna (Frankfurt, 2015), 20ª Bienal de Sydney (2016) e na ICA – Institute of Contemporary Art, Boston (2011, 2018). Em colaboração com especialistas em mídia e educadores, Forsythe desenvolveu novas abordagens para documentação, pesquisa e educação em dança. Seu aplicativo para computadores, de 1994, Improvisation Technologies: A Tool for the Analytical Dance Eye, desenvolvido em parceria com o ZKM / Zentrum für Kunst und Medientechnologie Karlsruhe, é usado como uma ferramenta de ensino por companhias profissionais, conservatórios de dança, universidades, programas de pós-graduação em arquitetura e escolas secundárias em todo o mundo. O ano de 2009 marcou o lançamento de Synchronous Objects for One Flat Thing, reproduced, uma partitura digital online desenvolvida juntamente com a The Ohio State University, que revela os princípios organizacionais da coreografia, além de demonstrar sua possível relação com outras disciplinas. Synchronous Objects foi o projeto piloto de Motion Bank, uma plataforma de pesquisa focada na criação e pesquisa de partituras digitais online em colaboração com coreógrafos convidados. Como educador, Forsythe é regularmente convidado para palestras e workshops em universidades e instituições culturais. Em 2002, Forsythe foi escolhido como um dos primeiros mentores em dança da The Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative. Forsythe é membro honorário do Laban Center for Movement and Dance, em Londres, e possui um doutorado honorário da The Juilliard School, em Nova York. Forsythe é atualmente Professor de Dança e Conselheiro Artístico do Instituto Coreográfico da University of Southern California Glorya Kaufman School of Dance.

WILLIAM FORSYTHE: OBJETOS COREOGRÁFICOS

Curadoria: FORSYTHE PRODUCTIONS em colaboração com VERONICA STIGGER | Idealização PAULA WEISS | Realização técnica: JULIAN GABRIEL RICHTER (diretor ESTÚDIO WILLIAM FORSYTHE), JULIO CESARINI | Direção geral Forsythe Productions: ALEXANDRA SCOTT 

Desenvolvimento do software City of Abstract PHILIP BUSSMANN | Direção técnica MAX SCHUBERT | Programador Nowhere and Everywhere at the Same Time SVEN THÖNE | Coordenação técnica e de logística MARTIN WEINHEIMER

Áudio em português Unsustainables, São Paulo e Lectures from Improvisation Technologies DANILO GRANGHEIA | Áudio em inglês Unsustainables, São Paulo MARK SKEENS

 

Projeto arquitetônico VINÍCIUS CARDOSO | Assistência de projeto arquitetônico VITOR YOSHIO MIURA | Identidade visual e projeto gráfico ESTÚDIO CLARABOIA (LUCIANA ORVAT, FELIPE DAROS) | Projeto de iluminação GRISSEL PIGUILLEM | Assistência de iluminação CAMILA JORDÃO | Coordenação audiovisual RODRIGO GAVA

Produção no Brasil: PROD.ART.BR | Direção de produção: RICARDO MUNIZ FERNANDES, RICARDO FRAYHA | Colaboração: ADRIANA ALMEIDA PEES | Assistente de produção: LARA BORDIN 

Realização: Sesc São Paulo

Sesc Pompeia

São Paulo, SP, Brasil

26/03/2019 a 28/07/2019